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Entrevista com o 2º colocado – 7 Days Challenge

Formado pelo Lucas Hehl P. Ferraz, Carlos Eduardo Meireles e Henrique Toledo Amâncio, o Grupo PHT trouxe para o 7 Days Challenge a ideia de criar um aplicativo para auxiliar as pessoas com deficiência auditiva e assim, garantiram o 2º lugar no desafio. Confira abaixo uma entrevista com seus membros.

Grupo Impacta:  Como se formou a equipe?

Grupo PHT:  Já tínhamos a ideia de começar uma startup antes do desafio. A vontade de cada um de construir algo inovador e rentável se encontrou durante disciplinas que fazíamos juntos na faculdade. O 7 Days Challenge, então, apenas concretizou e fortaleceu o grupo em seu primeiro projeto.

Grupo Impacta: De onde surgiu a inspiração para a ideia?

Grupo PHT: Surgiu do conhecimento da uma real necessidade do surdo. Através de entrevistas com diversos deficientes auditivos, o grupo percebeu a falta de acesso à meios de comunicação e, consequentemente, falta de real inclusão do surdo em contextos variados que vão desde o meio familiar, passando pelo meio acadêmico e chegando ao mercado de trabalho.

Grupo Impacta: Como foi montar o plano de negócios?

Grupo PHT: Iniciamos a montagem do plano de negócios através de um workshop que rolou no 7 Days, mas concluímos o Canvas mais para o final da semana. Como experiência foi muito interessante, já que não tínhamos contato com esse tipo de ferramenta. Mesmo travando várias vezes e sem saber como ou o quê explicar, conseguimos preenchê-lo no geral. Mas hoje vemos que existem alguns pontos falhos, que podem ser melhorados, como o modo de escrita da proposta de valor, por exemplo.

Grupo Impacta: Como vocês lidaram com o pouco tempo para preparar o modelo de negócios?

Grupo PHT O planejamento sem dúvida foi importantíssimo. Desde o primeiro dia já tínhamos estabelecido um cronograma detalhado, que foi seguido à risca. Porém, mesmo conseguindo nos organizar bem e terminar tudo que tínhamos planejado a tempo da competição, precisamos faltar das aulas da graduação, na faculdade.

Grupo Impacta: Vocês chegaram a pesquisar se já havia alguma ideia parecida? Caso não, porque vocês acharam que ainda não existia? E caso sim, porque a ideia de vocês se diferenciaria de uma já existente no mercado?

Grupo PHT: Pesquisamos bastante sobre o universo dos surdos no Brasil, e descobrimos que já existiam alguns serviços que forneciam, basicamente, o mesmo serviço, porém de maneira superficial ou com altíssimos preços e demorado atendimento. O grande diferencial do Wave Hands se dá por meio da economia compartilhada, já que nossa plataforma será um ligante de intérpretes totalmente independentes a consumidores que necessitassam serviços na área de libras, presenciais ou à distância, naquele instante, algo totalmente diferente do que existe no mercado; e por meio do serviço on demand, uma vez que o consumidor só irá pagar pela quantidade de minutos utilizados, facilitando a utilização do serviço a qualquer momento e em qualquer lugar, ao contrário de seus concorrentes que utilizam taxas pré-pagas, muitas vezes inacessíveis economicamente ao surdo, ou que custeiam o serviço por hora completa.

Grupo Impacta: No dia da apresentação, como vocês se sentiram? Ficaram surpresos com o resultado?

Grupo PHT: Um certo nervosismo, claro, se instaurou em nós naquele dia. Não porque estávamos com medo da reprovação dos investidores, mas sim pelo fato de que era nossa oportunidade de mostrar todo o intenso trabalho que havíamos realizado durante aquela semana, a chance de fazermos valer todas as noites viradas. O grupo sabia que tinha em mãos um projeto muito competitivo, então, após trabalharmos muito na ideia, esperávamos ficar entre os 3 melhores do desafio.

Grupo Impacta: Como foi, de maneira geral, participar do 7 Days Challenge?

Grupo PHT: Foi uma experiência muito gratificante. O ritmo intenso de trabalho que o 7 Days exigiu gerou no grupo uma vontade crescente de desenvolver o projeto: a cada dia novas oportunidades, resultados e desafios surgiam, nos motivando constantemente a buscar novas soluções.

Grupo Impacta: Vocês vão levar o negócio para frente? O que precisa melhorar para levar a ideia adiante?

Grupo PHT: Sim, pretendemos levar a ideia para frente. Os próximos passos serão, principalmente, manter as relações que criamos com as pessoas que conversamos, buscar melhorar o Canvas e então procurar investidores, e, o mais importante, começar o desenvolvimento do aplicativo, de fato.

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