IMG_2871

Entrevista com o 3º colocado – 7 Days Challenge

Após uma semana intensa, de muitas ideias, criatividade e inovações, infelizmente o 7 Days Challenge chegou ao fim. Confira abaixo uma entrevista com um dos grupos participantes, o M³, formado pelo Renan Igor, Ricardo Araújo, Marcelo Zirploi e Caique Gonçalves que com uma inciativa voltada a pessoas de mais idade, com um aplicativo voltado a auxiliar relação entre famílias e cuidadores profissionais, acabaram garantindo o 3º lugar no desafio.

Grupo Impacta:  Como se formou a equipe?

Grupo M³:  Nós trabalhamos na mesma empresa. O Renan Igor (Faculdade Jaguariúna) e eu (Ricardo Araujo – Fatec Itapira) já estávamos procurando desafios e rabiscando outro projeto quando vi no facebook o desafio 7 Days Challenge, imediatamente fui realizar o cadastro e como necessitava de mais duas pessoas, convidamos nossos colegas Marcelo Zirpoli (Etec – Mogi-Guaçu) e o Caique Goncalves (Uniararas). Pedi para que eles nos passassem os e-mails sem dizer para que, só explicamos para os dois uma semana antes do evento de abertura do que se tratava, porque até então eles não sabiam. Ficamos muito empolgados pois nenhum de nós tínhamos participado de algo tão desafiador.

Grupo Impacta: De onde surgiu a inspiração para a ideia?

Grupo M³: Todos nos de alguma forma temos contato com as necessidades dos idosos e pessoas que necessitam de cuidados contínuos. O Marcelo tem um Pai com Parkinson, O Renan tem um tio deficiente visual e o Ricardo tem um avô com 86 anos com problemas de saúde em decorrência da velhice. Além disso temos duas amigas, a Joana e sua Filha Thais e a esposa do Ricardo, Simone que são cuidadoras por profissão e nos passaram os desafios que esses profissionais enfrentam no dia a dia e as necessidades dos idosos e suas famílias.

Grupo Impacta: Como foi montar o plano de negócios?

Grupo M³: Depois do evento de abertura na segunda-feira, começamos os brainstorms para definirmos as ideias que iriamos trabalhar. Ficamos até a quarta-feira sem uma definição, divididos entre outras duas ideias, até que ao final do dia decidimos levar a diante o projeto de uma plataforma na nuvem de Gestão de Home Care, até então não tínhamos nem um nome. Daí em diante dividimos as tarefas e cada um ficou encarregado de alguma coisa, Estatísticas, benchmarking, Model Canvas, Pitch, Apresentação não faltou serviço para ninguém. Na sexta feira começamos a organizar as informações levantadas, isso só depois do expediente e apenas os que não tinham aula naquele dia, ficamos de nos reunir no sábado para trabalharmos totalmente focados. No Sábado, só conseguimos nos reunir depois das 13:00hs pois um tinha aula e os demais tinham tarefas no trabalho. Daí então ficamos reunidos até as 22:00, todos já estavam exaustos então ficamos de terminar no domingo, faltava um dia. No domingo terminamos os trabalhos e fomos definir o nome para o projeto, esse foi o maior problema de todos. Não chegávamos em um denominador comum, quando um nome agradava a todos não era possível fazer um registro na web. De nome de sabonete a nomes de gosto duvidoso tudo foi falado, ao final, lá pelas 23:00hs decidimos (alguns vencidos pelo cansaço) que a plataforma iria se chamar GiveCare, alteramos os documentos e enviamos, ainda preocupados se havíamos feito a melhor escolha a respeito do nome.

Grupo Impacta: Como vocês lidaram com o pouco tempo para preparar o modelo de negócios?

Grupo M³: Acho que a falta de tempo nos fez ficar mais focados, já na dinâmica com design thinking que fizemos no primeiro dia percebemos os benefícios de se ter uma metodologia de trabalho como base. Esse talvez tenha sido nosso maior aprendizado, mesmo com pouco tempo quando há foco e uma metodologia é possível, dentro do possível, se obter resultados satisfatórios. E claro, melhoria continua para aperfeiçoar de forma sistemática todo trabalho.

Grupo Impacta: Vocês chegaram a pesquisar se já havia alguma ideia parecida? Caso não, porque vocês acharam que ainda não existia? E caso sim, porque a ideia de vocês se diferenciaria de uma já existente no mercado?

Grupo M³: Sim, pesquisamos muito, acredito que ainda deixamos passar alguma coisa, mas fomos o mais fundo possível no tema. Encontramos ideias semelhantes fora do País, em países que já enfrentam o desafio de uma população idosa e já possuem soluções na área. Mesmo existindo outras plataformas semelhantes acreditamos que nosso diferencial é focar não na gestão administrativa do negócio de Home Care e sim, na nossa cultura e desafios, na segurança e transparência do serviço, proporcionando um acompanhamento dos familiares ao paciente e suporte ao Cuidador que pode contar com a tecnologia para orienta-lo e lembra-lo de suas tarefas reportando cada tarefa realizada.

Grupo Impacta: No dia da apresentação, como vocês se sentiram? Ficaram surpresos com o resultado?

Grupo M³: No dia da apresentação não sabíamos o que esperar. Tínhamos consciência que estávamos competindo com um pessoal altamente capacitado (USP e UFSCAR). Porém, estávamos confiantes de que tínhamos uma ideia muito boa, os feedbacks que tivemos foram todos muito positivos e isso nos deixou um pouco confiantes. Por outro lado, éramos todos inexperientes com as metodologias, alguns de nós nem conhecia o termo StartUp até o dia da abertura, mesmo assim estávamos confiantes com nosso trabalho. Porem ao saber que a banca estava composta por profissionais que conhecem muito a área e que o tema do ano anterior foi relacionado ao nosso tema isso nos deixou apreensivos, com medo de não sermos tão inovadores assim. Quando anunciaram o nosso trabalho em terceiro lugar ficamos muito felizes, vimos que estávamos no caminho certo.

Grupo Impacta: Como foi, de maneira geral, participar do 7 Days Challenge?

Grupo M³: Participar de um evento desses, com o nível profissional que encontramos foi extremamente enriquecedor. Aprendemos muito e com certeza foi uma experiência de vida, para contar nas próximas entrevistas que virão por aí, para ficar na nossa história.

Grupo Impacta: Vocês vão levar o negócio para frente? O que precisa melhorar para levar a ideia adiante?

Grupo M³: Sim, já estamos trabalhando nisso. Vimos que temos uma boa ideia em mãos e vamos lapida-la. Mas para construir um Produto Minimamente Viável (MVP) precisamos de um pouco mais de pesquisas, principalmente sobre nossas barreiras legais, mas acreditamos que isso não seja uma barreira intransponível, o brasil não favorece o mundo da inovação e pesquisa infelizmente, temos que ser perseverantes para conseguir tirar a ideia do papel, nós vamos conseguir, o primeiro passo já foi dado.

 

logo-m ao cubo

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *